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Maria Bethânia é eleita imortal da Academia de Letras da Bahia

A cantora baiana Maria Bethânia foi eleita a mais nova imortal da Academia de Letras da Bahia (ALB), nesta segunda-feira (11).  A artista vai ocupar a Cadeira 18, que era ocupada pelo historiador, ensaísta e professor Waldir Freitas Oliveira, que morreu aos 92 anos, no dia 17 de junho deste ano.

A cantora será a 5ª titular da cadeira que tem como patrono o advogado Zacarias de Góes e Vasconcelos.

Para a eleição, a ALB usou como justificativa o fato da cantora ser “uma defensora das letras”, apesar de não ter uma produção literária de destaque. E ainda, por “divulgar em seus espetáculos as obras de nomes como Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Sophia de Mello Breyner Andresen, Guimarães Rosa entre outros.”

Nos registros literários, Bethânia aparece como autora de poucas obras, entre elas, Omara & Bethânia – Cuba & Bahia, livro que acompanhou o DVD de mesmo nome, que registrou o encontro da baiana com a cantora cubana Omara Portuondo.

Em parceria com o irmão Caetano Veloso, estão as canções Trampolim, Luz da Noite, Pássaro Proibido e Caras e Bocas. Bethânia compôs ainda Carta de Amor, com Paulo César Pinheiro e outras duas composições com Rosinha de Valença, Cana Caiana e Reino Antigo.