Foto: Jorge Magalhães / PMFS

Prefeitura de Feira entra na Justiça e pede suspensão da greve dos professores

A prefeitura de Feira de Santana entrou nesta quarta-feira (6), através da Procuradoria Geral (PGM), com ação na Justiça pedindo a suspensão imediata da greve “ilegal e abusiva” deflagrada pela APLB Sindicato.

A gestão municipal solicita com urgência, em caráter liminar, para que a categoria restabeleça de imediato as atividades paralisadas, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 200 mil.

Segundo a prefeitura, os salários dos professores da Rede Municipal que recebem abaixo do piso serão reajustados ao piso salarial da categoria para o ano de 2022, que é de R$ 3.845,63 para jornada de 40h semanais. O reajuste salarial começa a valer a partir deste mês e é retroativo a janeiro.

O reajuste chega a um percentual de 33% para os professores que ganhavam abaixo do piso nacional da categoria e de 5% para os demais professores. Para os demais servidores municipais, a prefeitura autorizou também o reajuste de 5%, tanto para os trabalhadores ativos como para inativos e pensionistas.

A medida já foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do Município, edição desta quarta-feira (6).

Já o sindicato diz que o reajuste de 5% não foi aceito pela categoria, e que após assembleia, realizada na tarde desta quarta-feira, decidiu manter a paralisação. Além disso, acusa a prefeitura de mentir sobre o tema para enfraquecer o movimento, e que até às 20h da quarta-feira nenhuma ação referente ao tema havia sido protocolada.