Foto: Divulgação / Seagri

Bahia Farm Show terá mais expositores na edição deste ano

A Bahia Farm Show, que é a maior feira do setor agrícola no Norte-Nordeste já tem preparativos avançados para a edição deste ano, nos dias 31 de maio a 4 de junho, em Luís Eduardo Magalhães.

De acordo com o Governo do Estado, os eventos do setor agrícola são de grande importância para as diversas cadeias produtivas por disseminar conhecimento, apresentar soluções tecnológicas e estreitar laços entre todos os atores do negócio.

O Governo do Estado é um tradicional apoiador desse projeto idealizado e realizado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), por considerá-lo impulsionador dos negócios do campo. A Secretária da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) também é parceira do projeto e terá um estande no evento.

Serão 320 empresas expositoras que irão trazer à feira tecnologia em maquinário e implementos agrícolas, softwares e soluções inteligentes que representam o que há de mais avançado e efetivo para aplicação nas diversas fases do manejo agrícola.

Segundo a Aiba, a Bahia Farm Show movimenta todo o Brasil. O setor hoteleiro da região experimenta um grande movimento no período da feira. Além do crescimento em área e quantidade de expositores, a expectativa é superar os 70 mil visitantes e R$ 1,8 bilhão em negócios.

Foto: Divulgação / Aiba

Safra de grãos encerra 2021, em 4,4% superior ao ano anterior na Bahia

Em 2021, a safra de grãos alcançou 10,5 milhões de toneladas na Bahia, o que representa crescimento de 4,4% na comparação com a safra 2020. Foram colhidas 6,8 milhões de toneladas de soja em 2021, o melhor resultado da série histórica do levantamento, o que correspondeu a uma alta de 12,6% em relação a 2020.

A área plantada com a oleaginosa totalizou 1,7 milhão de hectares, que superou em 4,9% a de 2020, e o rendimento médio esperado da lavoura ficou em 4,0 t/ha.

O vice-governador João Leão, e secretário do Planejamento afirma que o governo tem trabalhado muito para integrar agronegócios e desenvolvimento socioeconômico de forma sustentável. Segundo Leão, dois grandes exemplos são o Médio São Francisco, que desponta como uma nova fronteira agrícola na Bahia e a região Oeste, que já é referência na agricultura irrigada, e vem crescendo com novas culturas.

Para a lavoura da cana-de-açúcar foi estimada produção de 5,5 milhões de toneladas, alta de 7,3% em relação à safra anterior. A estimativa da produção do cacau ficou projetada em 145,1 mil toneladas, o que representou um crescimento de 23% na comparação com 2020.

As estimativas para as lavouras de banana (878,5 mil toneladas), laranja (634,3 mil toneladas) e uva (61,3 mil toneladas), por sua vez, registraram, respectivamente, variações positivas de 3,4%, 0,2% e 35,1%, em relação à safra anterior. Os resultados apontam para o bom desempenho da produção de frutas em 2021 no estado.

As informações do 12º Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são sistematizadas e analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).

Foto: Divulgação

Agricultores familiares geram renda com produtos feitos com frutos da Caatinga

A Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc) produzem produtos de alta qualidade, que recebe apoio do Governo do Estado, por meio dos projetos Bahia Produtiva e Pró-Semiárido. Os frutos da Caatinga, como o umbu e o maracujá do mato, garantem renda para milhares de famílias do Sertão Baiano.

Entre os produtos estão os doces em massa e cremosos, compotas, polpas, geleias, umbuzada e cervejas artesanais, que levam a marca Gravetero. A mais recente novidade lançada no mercado pela cooperativa foram as cervejas artesanais de umbu, em lata de 473 ml, Belgian Pale Ale e Saison Farmehouse Ale, e a Cerveja Maratinga Fruit Beer, com maracujá da Caatinga.

Em 2020, com a comercialização de produtos, a Coopercuc obteve um faturamento superior a R$ 3 milhões, gerando emprego e renda para mais de 270 famílias agricultoras cooperadas. Neste ano, a expectativa é um aumento de 25% nas vendas.

Os produtos possuem o Selo de Identificação de Produtos da Agricultura Familiar (Sipaf), o selo Ecocert, certificação de produção orgânica, e o Fairtrade, certificação referente ao comércio justo, e são vendidos para cerca de 300 clientes em 17 estados do Brasil, além de exportados para Alemanha e França.

Para ampliar a capacidade da cooperativa para o acesso ao mercado, o Governo do Estado destinou R$ 1,8 milhão, por meio do projeto Bahia Produtiva, da Companhia de Desenvolvimento Rural (CAR/SDR). Os recursos foram aplicados na aquisição de novos equipamentos, desenvolvimento de rótulos e embalagens, para viabilizar o acesso ao mercado europeu, como também certificações, como a de categoria de produtos veganos, previstos para serem lançados neste ano de 2021.

Por meio do Pró-Semiárido/CAR, foram investidos, nos últimos seis anos, quase R$ 4 milhões na construção da unidade agroindustrial polivalente, para o beneficiamento de frutas da agricultura familiar na região semiárida baiana. Com a implantação da agroindústria, a produção, que era de 200 toneladas ao ano, teve a capacidade ampliada para 800 toneladas/ano.

Onde encontrar os produtos

Os produtos da Coopercuc podem ser adquiridos, em Salvador, na Rede Moinho, Quindins da Bahia, Cesol e Mercado Orgânico do Salvador Shopping, Bolo das Meninas, Ciranda Café Cultura & Artes, Casa São Paulo, Solange Biscoitos Finos e na plataforma digital da startup Escoaf.

Foto: Fernando Vivas / GOVBA

Mercado Municipal de Itagimirim é reformado e beneficia 200 famílias de agricultores

O Governo do Estado entregou nesta quinta-feira (20), o Mercado Municipal de Itagimirim, município do extremo-sul do estado, que foi totalmente reformado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), beneficiando 200 famílias de pequenos agricultores.

Na oportunidade, o governador Rui Costa entregou também 30 barracas e 30 kits de feira. “Com um empréstimo de R$ 1,5 milhão no Banco Mundial pudemos financiar, dar assistência técnica e implantar mercados como este para melhorar a comercialização dos produtos. Quanto maior e melhor a renda do Agricultor, ele vai gastar o dinheiro na cidade, o comércio vai vender mais, vai arrecadar mais, vai gerar emprego e as pessoas vão melhorar de vida”, afirmou.

Na entrega do Mercado Municipal, o governador falou ainda sobre a construção do Hospital da Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas, que vai ser publicado nos próximos dias o edital de licitação para construção, para reforçar a saúde pública em todos os 11 municípios da região.

Foto: Fernando Vivas / GOVBA

Até 31 de maio, Bahia deve vacinar mais de 10 milhões de animais contra a febre aftosa

Até dia 31 de maio, a campanha de vacinação na Bahia continua contra a febre aftosa e os animais, de todas as idades. O estado possui um rebanho de 10,7 milhões de cabeças de gado e há 23 anos é considerada zona livre de febre aftosa. A expectativa é de que, em 2023, seja retirada a vacina por conta da erradicação da doença em território baiano.

Segundo o diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Maurício Bacelar, a vacinação é obrigatória para todos os animais e inclui também os bubalinos.

“Iremos vacinar todos os bovinos e bubalinos. Mais uma vez, a Adab, a Secretaria de Agricultura e o Governo do Estado contam com a colaboração dos produtores para imunizar o rebanho. Os animais mais jovens, bezerros, devem ter um cuidado especial, já que são mais vulneráveis. É importante destacar que a campanha só se encerra após a declaração de todo o rebanho. A declaração pode ser feita presencialmente nos escritórios da Adab ou pelo site ”.

A Agência possui 384 escritórios espalhados pelos 27 Territórios de Identidade do estado. Além disso, a vacina de 2 ml poder ser comprada pelos produtores rurais em mais de mil pontos de revendas credenciados pela Adab. A avaliação para retirada da vacinação contra a febre aftosa na Bahia dependerá da realização de auditorias e sorologia dos animais. Os produtores que não realizarem a vacinação pagarão multa no valor de R$ 53, por animal. Informações detalhadas sobre a vacinação contra a febre aftosa estão disponíveis no site da Adab.

A Bahia possui certificação de Área Livre de Febre Aftosa com Vacinação, tendo implementado a vacina de forma oficial em 1968. O coordenador do Programa Febre Aftosa da Adab, José Neder, destacou que a parceria com os produtores é fundamental para manter o estado como zona livre da doença.

“É muito importante que, ocorrendo qualquer suspeita da doença, o produtor comunique imediatamente a Agência para que possamos fazer o atendimento. É necessário que o produtor fique ainda mais atento ao seu rebanho e, se observar algum animal babando, mancando, salivando, deitado com o pelo arrepiado no rebanho, deve comunicar de imediato à Adab. Esse atendimento será gratuito e é imprescindível para que o estado possa avançar na retirada da vacina em 2023”, explicou.

Foto: SDR

Agricultores familiares de Alagoinhas geram lucro na criação de galinha caipira

O estimulo da diversificação das atividades produtivas, melhorou a qualidade de vida das famílias da comunidade de Tombador, do município de Alagoinhas, Território Litoral Norte e Agreste Baiano. O sistema alternativo de criação de galinha caipira está complementando a renda familiar e ainda gera lucro.

Segundo o Governo do Estado, o projeto Bahia Produtiva, investiu R$ 271,2 mil na Associação dos Pequenos Produtores do Tombador para a implantação de galinheiros e chocadeiras. Com isso, além de aumentar em 100% a produção dos agricultores familiares, melhorou a qualidade das aves e dos ovos.

Conforme a presidente da associação, Luzia de Jesus Alves, o valor do frango, que antes era de R$ 20, agora está sendo vendido entre R$ 30 e R$ 40. Já a dúzia de ovos que eram R$6, dobrou o valor e, agora, sai por R$ 12.

Luiza diz que antes criava um pouco de galinhas de quintal, e era uma pequena criação para consumo próprio e o que sobrava vendia na feira de Alagoinhas. “Com a construção do galinheiro, nossa produção aumentou e passamos a investir mais na criação como fonte de renda. Começamos a vender mais na feira e nos bairros da cidade, aumentou nossa renda familiar e melhoramos também nossa alimentação de forma natural e orgânica”.

A agricultora Divanete de Santana Souza também comemora as melhorias em sua produção: “Quando não tinha o galinheiro era muita dor de cabeça, as galinhas atravessavam a estrada e eram atropeladas por carro e motos, os cachorros comiam os ovos. O galinheiro equipado trouxe lucro. Não compramos mais ovos e nem galinha, e, hoje, estamos vendendo. Temos ovos todo dia na nossa mesa, consumimos umas oito dúzias por semana e vendemos cerca de 400 dúzias por mês. Agora é cuidar do que a gente tem e ampliar”.

O Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), cofinanciado pela Banco Mundial, já investiu mais de R$ 27,1 milhões no sistema produtivo da avicultura em toda a Bahia, beneficiando 2.090 famílias de agricultores familiares.

Rui será um dos palestrantes do Fórum Superagro Brasil 2021, nesta quinta

Rui será um dos palestrantes do Fórum Superagro Brasil 2021, nesta quinta

O Fórum Superagro Brasil 2021, que acontece ao longo desta quinta-feira (8), com debates voltados ao agronegócio brasileiro terá a participação do governador Rui Costa (PT), como palestrante. O chefe do executivo vai participar, às 13h, do painel “Os Estados de Ouro do Agronegócio do Brasil – A visão e os planos dos governadores para incentivar o setor”.

O objetivo do fórum é analisar os próximos passos do setor. Mesmo com a crise econômica, o agronegócio brasileiro continuou abastecendo a mesa da população e exportando para mais de 170 países, resultando em uma alta de 6,75% no PIB do setor.

O evento é uma realização da revista Exame e da empresa Hiria de educação corporativa, é gratuito e on-line, com 9 painéis de debate e mais de 15 convidados especiais. Inscrições e informações no site https://lp.exame.com/invest/super-agro/.

Foto: Reprodução / SDR

Governo implanta unidade polivalente de beneficiamento de mandioca em Itagimirim

O projeto Bahia Produtiva vai implantar na cidade de Itagimirim, a Unidade Polivalente de Beneficiamento de Mandioca, no distrito de União Baiana. O objetivo é garantir a geração de renda para as famílias agricultoras do município.

A ação é resultado de um convênio firmado entre o Governo do Estado, via Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e a Associação de Agricultores de União Baiana.

A iniciativa está beneficiando diretamente 48 famílias, e inclui não só as obras de construção civil, mas também a aquisição de máquinas e equipamentos, veículos e assistência técnica e extensão rural (Ater), entre outras ações. O projeto, denominado Roça do Povo, do Distrito de União Baiana, em Itagimirim, há 16 anos mantém um dos maiores plantios de mandioca da Costa do Descobrimento. Pelos produtores e produtoras da associação são colhidos, anualmente, mais de 1,5 milhão de quilos da raiz, para a produção da farinha, fécula e derivados.

“O Bahia Produtiva reconhece esse potencial de produção e contemplou a associação com a construção da unidade polivalente, que vai facilitar e melhorar a produção dos derivados, processando de forma correta e rápida, permitindo o acesso competitivo ao mercado da mandiocultura. O impacto será forte na capacidade produtiva, que prevê a produção diária triplicada e em menos tempo, diminuindo o custo e gerando mais renda para as 48 famílias de agricultores familiares de União Baiana”, comemora Agnevaldo Cardoso Rodrigues, presidente da associação.

O Bahia Produtiva é um projeto do Governo do Estado, executado pela SDR/CAR, a partir de acordo de empréstimo com o Banco Mundial. A ação seleciona e apoia projetos de inclusão produtiva e acesso ao mercado, socioambientais, de abastecimento de água e esgotamento sanitário, de interesse das comunidades mais pobres da Bahia, nos 27 Territórios de Identidade do Estado, desde 2015. Por meio do projeto são apoiados sistemas produtivos estratégicos como o da mandiocultura, ovinocaprinocultura, bovinocultura de leite, apicultura e meliponicultura, fruticultura e piscicultura, entre outros.

Foto: Mateus Pereira / GOVBA

Bahia registra 11,2% de crescimento do agronegócio no quarto trimestre de 2020

Dados divulgados nesta sexta-feira (19) revelam que o PIB do agronegócio baiano registrou expansão de 11,2% no quarto trimestre de 2020 na comparação com o mesmo trimestre de 2019. A informação é da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan).

De acordo com a SEI, a produção baiana de cereais, oleaginosas e leguminosas em 2020 foi de 10 milhões de toneladas, o que representou uma expansão de 21,5% na comparação com 2019, mesmo em meio à pandemia do coronavírus.

No setor, este foi o melhor resultado da série histórica, com destaque para a soja, milho, cana-de-açúcar, cacau e café.

O resultado mostra que, a despeito dos impactos negativos da pandemia, o setor do agronegócio e, particularmente a produção agrícola, manteve a trajetória de expansão pela qual vem passando o segmento em oposição ao conjunto da economia baiana que, no mesmo período, registrou retração de -0,9%.

O PIB do agronegócio, no quarto trimestre de 2020 totalizou R$ 17,1 bilhões, enquanto o PIB baiano fechou o trimestre em R$ 77,7 bilhões; com esses resultados, a taxa de participação do agronegócio na economia baiana alcançou 22,0%.

Com o resultado do 4º trimestre, o PIB do agronegócio baiano totalizou, em 2020, crescimento de 5,2% ante retração do conjunto total da economia baiana (-3,4%). Em termos de participação, a economia do agronegócio representou 23,8% do PIB baiano, com valor total de R$ 72,7 bilhões em 2020.

Foto: Divulgação

11ª Feira do Umbu do Território Piemonte Norte do Itapicuru será on-line

A tradicional Feira do Umbu do Território Piemonte Norte do Itapicuru está em sua 11ª edição e será totalmente on-line. A mudança tem o intuito de evitar aglomerações, neste período de pandemia, bem como garantir que os produtos da agricultura familiar do território sejam expostos e comercializados.

Com o tema “Umbuzeiro: símbolo de resistência e sabedoria do sertão”, a feira promete manter o objetivo de ser um espaço de comercialização, troca de saberes e sabores e a valorização da cultura popular. Para participar é só acessar o site: www.feiradoumbu.com.br.

A programação que acontece nos dias 11 e 12 de março será marcada por seminários temáticos: desenvolvimento socioeconômico do território; produção, comercialização e segurança alimentar e nutricional em tempos de pandemia; e mulheres rurais no empoderamento socioeconômico.

Além disso, a organização do evento colocará um site no ar para exposição dos produtos e disponibilizará um sistema de delivery para garantir as entregas.

Estão envolvidos diretamente no evento, mais de 30 grupos de agricultores e agricultoras. Cinco deles são acompanhados pelo Pró-Semiárido e estão nas comunidades Cazumba 1 e Várzea do Mulato, do município de Senhor do Bonfim; comunidade de Salgado, em Andorinha, e comunidades de Gameleira e Jacuna, no município de Jaguarari.

Foto: SDR

Cooperativas da agricultura familiar baiana lançam novo café gourmet no mercado

As cooperativas da agricultura familiar da Bahia, com o objetivo em expandir mercado, vêm aumentando o leque de produtos a partir de parcerias com outras organizações produtivas. Como exemplo, o lançamento de um café gourmet, pela Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), sediada em Ilhéus, no sul do estado, conhecida pela fabricação de chocolates veganos, com a marca Natucoa.

O café gourmet Natucoa, tem como parceira, a Moreno Torradores, marca que integra os cafés da Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã), localizada no município de Piatã, na Chapada Diamantina.

O grão do Café Natucoa confere um sabor único, resultado de uma maturação mais lenta, feita na elevada altitude e no clima ameno de Piatã, que proporciona mais doçura ao café. A torra média traz notas de chocolate e caramelo. Os grãos são colhidos manualmente, torrados de forma artesanal, proveniente das mãos da agricultura familiar.

A presidente da Coopessba, Carine Assunção, afirma que cacau e chocolate têm tudo a ver juntos. “Trabalhamos com uma linha de chocolates veganos, mais intensos. É um público que, em sua maioria, consome um café de mais qualidade. Além disso, saborear um bom chocolate acompanhado de um café especial, com certeza proporciona um prazer único”, destaca.

O presidente da Coopiatã, Rodolfo Moreno, explica que tanto a Moreno Torradores quanto a cooperativa vêm trabalhando um processo de expansão das marcas. “Durante a pandemia, montamos um serviço delivery e começamos a ver a fluidez desses produtos na capital e no interior. Estamos levando o produto de Piatã para toda a Bahia. Iniciamos a parceria com a Natucoa, agregando ao chocolate, e já estamos buscando novas parcerias com cooperativas que trabalham com outros produtos”, relata.

Investimentos

A Coopessba e a Coopiatã vêm sendo apoiadas pelo projeto do Governo do Estado, Bahia Produtiva, com ações que visam o acesso ao mercado, permitindo que produtos da agricultura familiar ganhem cada vez mais espaço.

Na Coopessba, são R$ 2,5 milhões investidos em ações como a ampliação da capacidade produtiva e o desenvolvimento e o posicionamento de nova marca e embalagens, Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e Assistência Técnica e Gerencial (ATEG), o que melhorou a gestão técnica, econômica e ambiental da empresa.

Já a Coopiatã, está recebendo recursos de R$ 1,8 milhão para a implantação de uma agroindústria de torrefação, ATER, ATEG e suporte em estratégias de acesso ao mercado.

O Bahia Produtiva é um projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento Rural (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial.

Foto: SDR

Agricultores familiares de Jaguarari produzem três toneladas de silagem em ensaio agroecológico

Agricultores e agricultoras da comunidade de Carro Quebrado, no município de Jaguarari, produziram cerca de três mil quilos de silagem de milho, no território de identidade Piemonte Norte do Itapicuru. O objetivo dos ensaios é verificar quais plantas forrageiras melhor se adaptam à região e podem ser multiplicadas pelos agricultores e pelas agricultoras em suas áreas individuais.

A forragem para alimentação animal é proveniente do milho plantado no espaço do ensaio forrageiro, que consiste numa área pequena de experimentação para plantio de diferentes variedades de plantas, irrigadas em sistema de gotejamento de água.

Tudo o que é produzido no ensaio é de uso comum e beneficia as famílias agricultoras atendidas pelo Pró-Semiárido, projeto da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) com cofinanciamento do Fida.

O técnico em desenvolvimento produtivo do projeto, Jiliarde Ferreira, diz que “outro ponto que vale destacar é o uso da ensacadora de silagem. Ela proporciona maior produtividade devido à eficiência de encher os sacos. Com isso, o agricultor ganha melhor condição de trabalho e tempo, o que é fundamental para quem trabalha com agricultura. Além disso, proporciona maior compactação do material dentro do saco, garante uma silagem de melhor qualidade no que se refere à conservação, pois a silagem, estando mais compactada, evita a entrada de ar e a perda do material”.

A ensacadora é um dos equipamentos viabilizados pelo Projeto para contribuir com a autonomia das famílias e para que os produtores e as produtoras consigam estocar alimentos para fornecer aos animais nos períodos de estiagem. A cultura do estoque é umas das estratégias que confere renda e assegura que os agricultores e as agricultoras não dependam do mercado externo para manter a produção no campo.