Foto: Polícia Federal / Divulgação

Polícia Federal cumpre mandados da Lava Jato na Bahia e em mais dois estados

A Polícia Federal (PF) cumpre 17 mandados de busca e apreensão em mais uma fase da Operação Lava Jato Eleitoral em Salvador, Fortaleza e São Paulo nesta sexta-feira (16). De acordo com a PF, a operação batizada de “Marquetagem”, investiga políticos e empresários em condutas “potencialmente ilícitas” na liberação de créditos tributários provenientes do Programa de Incentivos às Atividades Portuárias e Industriais do Ceará (Proapi), em troca do recebimento de vantagens indevidas.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Eleitoral e tem a colaboração premiada dos executivos do Grupo J & F. Esta nova fase é continuidade das investigações iniciadas em 2018.

Os nomes dos alvos dos mandados não foram divulgados. A PF informou que “por determinação judicial não haverá coletivas” sobre a operação. Segundo a PF na Bahia, um mandado foi cumprido no Centro da capital baiana.

Os pagamentos de propina teriam ocorrido, entre 2010 e 2014, por meio da simulação da prestação de serviços publicitários, do uso de notas fiscais frias e de doações oficiais para campanhas eleitorais, e totalizam R$ 25 milhões.

Segundo a Polícia Federal, caso os crimes sejam comprovados, os investigados podem responder por corrupção, falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro e por integrar organização criminosa. Criado: 15 Outubro 2020

Foto: Divulgação / SSP-BA

Operação contra fraudes fiscais cumpre mandados de prisão e busca e apreensão na Bahia

Uma operação contra fraudes fiscais, na manhã desta quarta-feira (14), cumpre oito mandados de prisão e outros 19 de busca e apreensão em Salvador, Camaçari, Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

De acordo com a SSP, a ação visa desarticular um grupo de comércio atacadista de alimentos e pescados, que utilizava laranjas em simulações de contratos sociais. As investigações apontam que o montante que a organização criminosa acumulou em dívidas tributárias é de R$ 75 milhões.

Segundo a SSP, é cumprido mandado também no município de Itajaí, no estado de Santa Catarina. Também eram realizadas pela organização criminosa, outras fraudes, como compra em nomes de terceiros e empresas criadas apenas para emitir notas fiscais frias, evasão de receita e sonegação fiscal.

Após receber denúncias sobre as fraudes, a Secretaria da Fazenda da Bahia começou as investigações. O grupo constituiu mais de 15 empresas durante um período de pelo menos 10 anos, e tinha como sócios ocultos um empresário e seu sobrinho.

Ainda conforme a Secretaria de Segurança, o grupo criminoso adquiriu automóveis de luxo, imóveis, lanchas e motos aquáticas. Os dois homens usavam familiares, empregados e outras pessoas para expandir o negócio.

A Justiça determinou o ressarcimento aos cofres públicos de todos os bens identificados na operação.

A ação foi denominada Hidra e teve apoio do Ministério Público da Bahia (MP-BA), da Sefaz, e de equipes do Departamento de Polícia do Interior (Depin) e da Coordenação de Operações Especiais (COE).

Foto: Michel Jesus / Câmara dos Deputados

Deputada Flordelis coloca tornozeleira eletrônica por determinação da justiça

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) na tarde de quinta-feira (8) foi instalar tornozeleira eletrônica na sede Secretaria de Administração Penitenciária (Seap-RJ) em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. A deputada passou a primeira noite monitorada pelo equipamento.

A determinação foi há vinte dias, mas só na quinta a suspeita de ser mandante do assassinato do próprio marido colocou o dispositivo. Flordelis chegou por volta das 15h ao local, duas horas antes do prazo determinado. Ela ficou cerca de 10 minutos dentro da sede da Seap para cumprir os trâmites do aparelho eletrônico.

A intimação para a deputada receber o dispositivo eletrônico chegou na noite de terça-feira (6). Ela recebeu o documento quando estava em casa, na Região Oceânica de Niterói.

A deputada Federal Flordelis é acusada de ser a mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, morto a tiros em junho de 2019. Ela nega as acusações. Também respondem pelo crime sete filhos e uma neta da deputada.

Foto: Reprodução / Redes sociais

TJ-BA determina que professora investigada por plágio e exercício ilegal da advocacia suspenda publicação de artigo

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou, na terça-feira (29), que a professora Cátia Regina Raulino, suspenda a publicação de um artigo em uma revista especializada em Direito. A professora é investigada por plagiar trabalhos de alunas e por exercício ilegal da profissão em Salvador.

A decisão saiu depois do pedido de um ex-aluno de Cátia Raulino, que alega ser o autor do artigo e afirma ter sido plagiado pela professora. A Justiça deu a suspeita o prazo de 15 dias para fazer a suspensão.

Ainda na ação contra Raulino, há um pedido de indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil. No entanto, a decisão da Justiça, não contempla o pedido indenizatório. O inquérito policial ainda está em fase de investigação, e não foi concluído.

Segundo o delegado que investiga o caso, Antônio Carlos Magalhães dos Santos, informou Na última quinta-feira (24), que o diploma de bacharel em Direito usado pela professora Cátia Regina Raulino tem indícios de ser falso.

A investigação do caso da professora Cátia Raulino começou no mês de agosto, após ex-alunas do curso de Direito de uma faculdade particular de Salvador a denunciaram por plágio.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

TJ-BA abre sindicância contra servidora detida por agredir companheira e chamar PM de “macaco”

A escrivã do TJ-BA, Libânia Maria Dias Torres, de 64 anos, da comarca de Curaçá, que foi presa em flagrante no dia 16 de setembro, em Salvador, por agredir a companheira, e logo após chamar o policial de “macaco”, teve instauração de sindicância pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A medida foi divulgada na edição desta sexta-feira (25) do Diário da Justiça Eletrônico.

Na noite do dia 16, a escrivã foi flagrada em um vídeo agredindo a companheira, e ainda, mostra o momento em que os militares tentam colocar a idosa, no fundo da viatura. Em seguida, a agressora se vira para um dos policiais, um homem negro, e chama ele repetidas vezes de “macaco”. As imagens da ação viralizaram nas redes sociais.

O corregedor das comarcas do interior do TJ-BA, desembargador Osvaldo de Almeida Bomfim, diz que a conduta da servidora, em tese, “implica em procedimento público incorreto, nos termos do art. 265, II, alínea c”, (procedimento público incorreto ou indecoroso, desde que a infração não seja punida com pena mais grave).

A idosa foi autuada por injúria racial e agressão contra o PM e a companheira. Ela foi solta e vai responder pelo crime de injúria em liberdade provisória. A Polícia Militar informou, por meio de nota, que além dos insultos racistas, a agressora também deu um tapa no rosto do policial.

Foto: Reprodução / Redes sociais

Delegado do caso da professora Cátia Raulino diz que diploma tem indícios de ser falso

Na manhã desta quinta-feira (24) o delegado Antônio Carlos Magalhães Santos, titular da 9ª Delegacia (Boca do Rio) e responsável pelas investigações do caso da professora Cátia Regina Raulino, revelou que o diploma de bacharel em direito usado por ela tem indícios de ser falso.

Cátia Raulino é investigada por plagiar trabalhos de alunas e por exercício ilegal da advocacia em Salvador. Segundo o delegado, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), nega ter algum diploma da professora na instituição, e disse que ele mesmo entrou em contato com a UFMA.

No interrogatório inicial, Cátia afirmou que teria se formado lá, mas o delegado recebeu um ofício do reitor da UFMA, que disse que não existe nenhum vínculo da universidade, seja de excluído, ativo cadastrado, concluído, trancando ou cancelado.

O delegado disse ainda que neste interrogatório desta quinta, Cátia Raulino preferiu se pronunciar sobre o documento em juízo, e que é direito dela. A previsão é que inquérito seja concluído em até uma semana.

Foto: Reprodução / Redes sociais

Ministério Público cumpre mandados contra líder religioso suspeito de abusos sexuais

Um mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão foi deflagrado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) na manhã desta quinta-feira (17) na Operação Fariseu, contra o líder religioso Jair Tércio Cunha Costa, de 63, denunciado por violência de gênero.

De acordo com o MP-BA, a denúncia ao “guru espiritual” é por violação sexual mediante fraude e relação sexual com menor de 14 anos, incorrendo assim no crime de estupro. Na investigação apresentada nesta quinta pelo MP, mostrou “veementes indícios de cometimento de crimes de violência de gênero”.

O órgão apresentou as denúncias de abusos sexual e psicológico contra o líder espiritual no início de agosto. O investigado se autoproclamava um ser iluminado, então, aproveitava-se da relação de confiança adquirida e submetia as vítimas a atos de violência de ordem sexual, moral e psicológica.

Jair Tércio é ex-grão-mestre de uma loja maçônica na Bahia e desenvolve uma doutrina pedagógica que é estudada em retiros espirituais promovidos por ele toda semana. A defesa nega as acusações e afirma que as relações com as mulheres que o denunciaram aconteceram de forma consensual.

Foto: Mariana Andrade / SSP-BA

Suspeito de estuprar filha de 13 anos é preso em Vitória da Conquista

Um homem foi preso nesta terça-feira (15), em Vitória da Conquista, cidade no sudoeste da Bahia, suspeito de estuprar uma das filhas, que tem 13 anos. Ele também é investigado por abusar de outras duas filhas.

Segundo a polícia civil, ele estava com um mandado de prisão preventiva em aberto, que foi cumprido por uma equipe da 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Vitória da Conquista). O suspeito, não teve o nome divulgado.

De acordo com a polícia, a garota foi ouvida na unidade e disse que desde os 8 anos sofria a violência sexual. Uma medida protetiva de urgência foi solicitada à Justiça para a vítima.

Foto: Divulgação / PRF-BA

Prefeito de Jequié é afastado em operação da PF que apura fraudes e desvio de verbas

Numa operação da Polícia Federal (PF), na manhã desta terça-feira (15) foi cumprido um mandado judicial que determinou o afastamento do prefeito Sérgio da Gameleira (PSB) pela terceira vez. A operação visa combater crimes de fraude à licitação e a direitos trabalhistas, além de desvio de verbas públicas, no município de Jequié.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou o afastamento do prefeito por 60 dias. A operação batizada de Guilda de Papel cumpre ainda 10 mandados de busca e apreensão e outras cinco medidas cautelares de prisão. Além de Jequié, as ações foram realizadas também na cidade de Feira de Santana.

Segundo a PF, as investigações da operação começaram em 2019, depois que vereadores de Jequié fizeram representações relatando que uma suposta cooperativa teria vencido uma licitação. No entanto, a suposta cooperativa na verdade seria uma empresa intermediadora de mão de obra, que estaria cobrando valores muito superiores ao que eram pagos aos prestadores de serviço.

Foto: Divulgação / SSP

Digital influencer que matou empresário deixa prisão e diz que não se arrepende

No início da tarde desta segunda-feira (14), o digital influencer Iuri Santos Abrão, mais conhecido como Iuri Sheik, foi solto após a Justiça conceder habeas corpus pedido pela defesa dele. Em junho do ano passado, ele havia sido preso por atirar e matar o empresário William Oliveira, após uma discussão durante os festejos juninos da cidade de Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano.

Iuri Sheik aguardava julgamento desde a época do crime. Ele foi indiciado por homicídio qualificado e estava preso no Completo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. Agora, o digital influencer vai esperar o julgamento em liberdade.

Por volta das 12h30, Iuri saiu do presidio e falou com a imprensa. “No momento oportuno a Justiça baiana vai saber a verdade”. Quando perguntado se havia arrependimento por ter cometido o crime, ele negou. “Jamais. Deus é comigo”.

Logo depois da saída de Iuri do local, um dos advogados disse estar confiante na justiça. “Eu sou muito crente na Justiça baiana. Eu sabia que nós iriamos conseguir. Arrependimento é de algo que você fez e já foi comprovado. Só que a verdade ainda vai vir à tona”, concluiu o advogado.

Foto: Alberto Maraux / SSP

MP-BA apura denúncias contra delegada de chefiar organização criminosa

A delegada da Polícia Civil Maria Selma Pereira Lima, ex-diretora do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), em Salvador, está sendo investigada pelo Ministério Público Estadual (MP-BA), por uma denúncia que aponta a delegada como chefe de uma organização que cometia crimes contra o patrimônio e tráfico de drogas.

Segundo o MP-BA, a investigação começou depois que o dossiê foi enviado ao órgão e está sob o comando do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Graeco).

A delegada Maria Selma disse em uma rede social que “essas calúnias foram inventadas por essa delegada que foi presa recentemente por tortura. Está se vingando. E por esses quatro investigadores que eu tirei da delegacia de veículos, porque estão respondendo, tanto na Corregedoria quando na Justiça, por extorsão. Eu vou processar todos e quero dizer que eu confio na Justiça porque vai chegar à verdade real”.

O Ministério Público ainda informa que primeiro vai verificar a procedência das informações e que a investigação está na fase de análise da documentação apresentada pela representante. Os envolvidos no caso serão chamados para depor nessa fase inicial.

O órgão ressaltou que o procedimento está sob sigilo “de modo a não atrapalhar a investigação e assegurar o êxito na adoção das medidas que se façam necessárias”.

Foto: Humberto Filho / MP-BA

Ex-escrevente de cartório é condenada a nove anos de prisão por falsificação em Canavieiras

Uma ex-escrevente do Cartório do Tabelionato de Notas de Canavieiras, no sul da Bahia, aproveitou o cargo para cometer falsificação de documento público, falsidade ideológica, supressão de documento, peculato e corrupção passiva. Segundo o Ministério Público Estadual (MP-BA), na sexta-feira (4), ela foi condenada a nove anos e oito meses de prisão, em regime inicial fechado.

De acordo com o órgão, nas investigações, a mulher confessou vários crimes, entre eles que desde o ano de 2013 inseria informações falsas em documentos públicos. A denúncia foi apresentada pelo MP-BA, em janeiro de 2019.

Durante a operação de cumprimento de mandados de prisão temporária e busca e apreensão pela ‘Operação Domus’, três servidores foram presos. A ex-escrevente foi pega em flagrante na sua casa com documentos públicos, entre eles, escrituras e folhas soltas de livros de cartórios com matrículas de imóveis.

O órgão explicou ainda na denúncia que ela tinha poderes para assinar reconhecimento de firma, certidão e procuração, autenticação, exceto escritura, testamento, ata notarial e inventário.

Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

MPF pede suspensão imediata de reintegração de posse em assentamentos no sul da Bahia

Na tarde deste sábado (5) foi feita uma solicitação ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) a suspensão imediata da decisão liminar que permitiu ações de reintegração de posse nos municípios de Prado e Mucuri, no extremo sul da Bahia. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com o MPF, a suspensão da liminar ocorreu por dois fatores: primeiro porque fatos apresentados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) estão incompletos; e também, a  reintegração de posse pode expor mais pessoas ao coronavírus.

Desde a última quinta-feira (3), homens da Força Nacional estão nas duas cidades para reforçar a segurança na região durante o processo de titulação de terras de assentamentos agrários.

O MPF ressalta que houve um aumento de tensão no local por causa da atuação do Incra e a presença da Força Nacional de Segurança Pública.

Após um pedido do Ministério da Agricultura ao Ministério da Justiça, equipes federais de segurança foram enviadas ao local por causa de uma ação que devastou a região no final de agosto, deixando feridos.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), é contra a presença da Força Nacional e solicitou explicações ao Ministério da Justiça.

Foto: Reprodução / Rede social

Polícia indicia companheiro de médica que caiu de prédio em Salvador por tentativa de homicídio

O Companheiro e suspeito de empurrar a médica Sáttia Lorena Patrocínio Aleixo, do 5º andar de um prédio no bairro de Armação, em Salvador, na madrugada de 20 de julho foi indiciado por tentativa de homicídio. A delegada Bianca Torres, que investiga o caso, concluiu o inquérito nesta quinta-feira (3).

Não há previsão da médica receber alta. Ela segue hospitalizada em uma unidade particular da capital baiana.

O caso aconteceu após uma discussão entre ela e o também médico, Rodolfo Cordeiro Lucas. Na queda a médica Sáttia Lorena ficou ferida, foi hospitalizada e ficou em coma induzido a cerca de um mês. Já o companheiro, chegou a ser preso em flagrante pelo crime, mas foi solto por decisão judicial.

Segundo a delegada, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) e que o MP-BA decidirá se irá denunciar o suspeito à Justiça.

Foto: Reprodução / Rede social

Advogada denunciada por plágio e falso currículo entrega documentos à polícia

A professora de Direito, Cátia Regina Raulino, investigada por plágio e falsa titulação de diplomas por ex-alunas em Salvador, entregou alguns documentos à Polícia Civil. Entretanto, o delegado que investiga o caso, Antônio Carlos Magalhães Santos, afirmou que nenhum deles entregues na segunda-feira (31) é um diploma ou certifica os títulos contestados.

No currículo de Cátia Raulino, tem os cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado, no entanto, as universidades em que ela diz ter concluído as formações negam que ela possua estes diplomas.

O delegado ainda afirmou nesta terça-feira (1º) que todos que registraram queixa contra a advogada já foram ouvidos, e que os documentos entregues podem contestar a denúncia de plágio, mas a informação está sob investigação.

Entenda o caso:

A professora de direito de uma faculdade de Salvador, Cátia Regina Raulino, foi denunciada por duas ex-alunas por plágio de trabalhos de conclusão de curso e por não ter pós-graduação que exibe no currículo. Uma delas, acionou o Ministério Público Estadual (MP-BA), que disse em nota que está apurando duas denúncias. Uma por suposta prática de exercício ilegal de advocacia por parte de Cátia e a outra pelo caso de plágio.

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Foto: Reprodução / PFC

Presidente do Vitória é suspenso pelo STJD por 30 dias

O presidente do Vitória, Paulo Carneiro, foi suspenso por 30 dias pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD), na noite desta sexta-feira (28).

A decisão do presidente do STJD, Otávio Noronha, atende pedido da Procuradoria da Justiça Desportiva, de denúncia contra o dirigente por graves infrações cometidas na partida do Leão contra o Ceará, pela Copa do Brasil, na última quarta-feira (26). Nesta partida o Leão foi eliminado da competição.

Entenda o caso:

No intervalo da partida, durante uma entrevista concedida pelo meia do Ceará, Vozão, Paulo Carneiro aparece nas imagens ameaçando o atleta. “Você sabe que aqui você apanha, comigo a história é outra. Fica caladinho aí seu vagabundo, lhe dou porrada”, disse o presidente do Vitória a Vina.

Os ataques do dirigente foram relatados pelo árbitro do jogo. “Após o término do 1º tempo, o Sr. Paulo Roberto de Souza Carneiro, presidente do E.C.Vitória, invadiu o campo de jogo sem utilizar máscara, desrespeitando as diretrizes da competição. O mesmo veio em direção a equipe de arbitragem, e foi contido pelo policiamento. Cito que o mesmo proferiu as seguintes palavras gritando a este árbitro: “Seu moleque do caralho, vagabundo, sem vergonha, olha a merda que você fez, veio roubar a gente aqui, mas aqui você apanha seu vagabundo”. “Sendo que me senti ofendido em minha honra”, relatou Paulo Roberto Alves Júnior, em sua denúncia.

O presidente do STJD, Otávio Noronha, diz que a medida foi realizada pela comprovação e os fatos relatados que são “absolutamente verossímeis”, inclusive, por vídeos e que “somente se prestam a malferir o esporte”.

Foto: Philippe Lima / GOVRJ

Governador do Rio é afastado do cargo pelo STJ por suspeitas de irregularidades na saúde

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), foi afastado do cargo pelo Superior Tribunal da Justiça (STJ) nesta sexta-feira (28) por irregularidades na saúde no estado.

A decisão é de afastamento imediato, inicialmente por seis meses, e ainda proíbe o acesso de Witzel às dependências do governo do estado e a sua comunicação com funcionários e utilização dos serviços.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) indiciou o governador e mais oito pessoas, incluindo a primeira-dama Helena Witzel, por corrupção. A PGR solicitou a prisão de Witzel, mas o STJ negou. As diligências foram autorizadas pelo ministro Benedito Gonçalves.

O ministro Gonçalves afirma que “o grupo criminoso agiu e continua agindo, desviando e lavando recursos em plena pandemia da Covid-19, sacrificando a saúde e mesmo a vida de milhares de pessoas”.

Em nota, a defesa do governador diz que recebe com grande surpresa a decisão de afastamento do cargo, tomada de forma monocrática e com tamanha gravidade, e aguardam o acesso ao conteúdo da decisão para tomar as medidas cabíveis.

Foi preso também na operação, Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC, que foi candidato à Presidência da República em 2014 e também ao Senado em 2018.

Em nota a imprensa, a defesa dele declarou que o pastor sempre esteve à disposição de todas as autoridades e reitera sua confiança na Justiça.

 

Foto: Reprodução / Rede social

Professora denunciada por plágio presta depoimento em Salvador

A professora de Direito, Cátia Regina Raulino, denunciada por plágio e falsa titulação de diplomas prestou depoimento nesta quarta-feira (26) na da 9ª Delegacia (Boca do Rio). Ao final do depoimento, o delegado Antônio Carlos Magalhães Santos, afirmou que ela negou o crime e que tem cinco dias úteis para apresentar as titulações e diplomas.

“Hoje foi conversado no interrogatório dela. Alguns documentos são necessários para a investigação. O prazo deferido foi de cinco dias úteis para que ela apresente titulações e diplomas”, disse o delegado.

Cátia chegou à delegacia para prestar depoimento no início da manhã e saiu do local por volta das 12h30. Na saída, ela não quis falar com a imprensa. O advogado dela também saiu em silêncio e não falou com os jornalistas.

Pela tarde foi divulgada uma nota afirmando que a professora “se apresentou de forma espontânea e que está reunindo os documentos comprobatórios do seu depoimento e que serão entregues no prazo estabelecido”.

De acordo com o advogado, durante o depoimento, a professora afirmou que não exercia atividade de advocacia. Até o momento, três vítimas foram identificadas no caso.

“A próxima etapa é ouvir vítimas, a faculdade e também a OAB de Santa Catarina”, afirmou o delegado.

Foto: Divulgação

Após acordo e quase seis meses presos no Paraguai, Ronaldinho e Assis podem voltar ao Brasil

Após aceitar o acordo proposto pelo Ministério Público (MP) do Paraguai e quase seis meses presos na capital Assunção, Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis, finalmente poderão voltar ao Brasil. Os dois foram liberados nesta segunda-feira (24) pelo juiz Gustavo Amarilla, que também aceitou o acordo proposto pelo MP.

No Paraguai, neste momento de pandemia e restrições impostas, é preciso uma autorização especial para sair do país.  A permissão é concedida pelo Centro de Coordenação Interinstitucional do Conselho de Defesa Nacional (Codena).

O jogador e seu irmão devem embarcar em um voo fretado para o Rio de Janeiro. A expectativa, é que consigam a autorização ainda hoje ou até quarta-feira.

Ronaldinho deve pagar pelo acordo, US$ 90 mil de multa, cerca de R$ 504 mil e o irmão, outros US$ 110 mil, que chega a R$ 616 mil.

Como já havia sido depositado por eles uma fiança de US$ 1,6 milhão, quando mudaram para o regime de prisão domiciliar, em abril, será devolvido a maior parte do dinheiro, cerca de US$ 1,4 milhão, ou R$ 7,84 milhões, para Ronaldinho e Assis.

Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados

Força-tarefa denuncia Flordelis por suspeita de ser a mandante da morte do pastor Anderson

Nove pessoas foram presas pela Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) nesta segunda-feira (24), pelo envolvimento na morte do pastor Anderson do Carmo, executado com mais de 30 tiros em 16 de junho de 2019.

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ), a viúva, foi considerada pela força-tarefa da Operação Lucas 12, como mandante do crime. Por ter imunidade parlamentar ela não pôde ser presa.

Na operação, cinco filhos da parlamentar foram presos nesta segunda: Adriano, André, Carlos, Marzy e Simone e a neta Rayane. Agora no total, Flordelis tem sete filhos presos. Flávio, que já estava na cadeia e é apontado como autor dos disparos e Lucas por conseguir a arma.  

De acordo com a polícia, antes da morte do marido a tiros, Flordelis tentou matar o cônjuge pelo menos quatro vezes, em uma das vezes com veneno na comida.

Foto: Alberto Maraux / SSP-BA

Responsáveis por naufrágio são condenados com as penas máximas por 19 mortes

Por unanimidade o engenheiro, o dono e a empresa responsáveis pela lancha Cavalo Marinho I, que virou na Baía de Todos-os-Santos em 24 de agosto de 2017, foram condenados pelo Tribunal Marítimo da Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (20).

A lancha Cavalo Marinho I, virou na Baía de Todos-os-Santos em 24 de agosto de 2017. Na tragédia, 20 pessoas morreram após a embarcação sair do cais de Mar Grande, no município de Vera Cruz, no início daquela manhã.

De acordo com informações do Tribunal Marítimo, os juízes avaliaram que a situação foi causada por problemas construtivos não detectados após reforma da lancha, e que não foi feito o teste de inclinação e estudo de estabilidade para estar em funcionamento.

Além disso, estava concentrado na embarcação um número elevado de passageiros na parte de cima e apenas uma pequena parte na de baixo, e com isso, contribuiu para o naufrágio.

A corte considerou que o proprietário da CL Empreendimentos Eireli, Lívio Garcia Galvão Júnior, também dono da Cavalo Marinho I, e Henrique José Caribé Ribeiro, o engenheiro e responsável técnico pelos planos da embarcação, sabiam dos riscos que e, os condenou com as penas máximas.

O marinheiro Osvaldo Coelho Barreto, que comandava a embarcação durante o naufrágio, foi considerado inocente pelo acidente, segundo o Tribunal Marítimo.

Durante o julgamento, a corte deixou recomendações de segurança para a Capitania dos Portos da Bahia, aconselhando a realização de ações de fiscalização nas embarcações que fazem a travessia entre Mar Grande e Salvador.

Foto: Reprodução / Rede social

Professora suspeita por falso título de pós-graduação diz que vai apresentar documentos comprovatórios

A professora de direito, Cátia Regina Raulino, suspeita por plágio e acusada por ex-alunas de não ter o título de pós-graduação, foi intimada e deve se apresentar na próxima semana, segundo informações do seu advogado, Fábio Pimentel, nesta quinta-feira (20).

O delegado Antônio Carlos Magalhães Santos, titular da 9ª Delegacia (Boca do Rio), responsável pelas investigações, diz que o caso está em fase inicial.

Cátia Raulino, já atuou como professora e coordenadora de algumas faculdades particulares de Salvador. Nas redes sociais a professora costuma divulgar o trabalho realizado e no seu perfil possui mais de 180 mil seguidores.

Em um dos posts, na rede social da professora, um seguidor fala que ela tem “tanta competência nas mídias sociais, por que a demora em postar o Diploma de graduação de Santa Catarina, da pós-graduação na Bahia e do Doutorado em Pernambuco?”.

Entenda o caso:

A professora de direito de uma faculdade de Salvador, Cátia Regina Raulino, foi denunciada por duas ex-alunas por plágio de trabalhos de conclusão de curso e por não ter pós-graduação que exibe no currículo. Uma delas, acionou o Ministério Público Estadual (MP-BA), que disse em nota que está apurando duas denúncias. Uma por suposta prática de exercício ilegal de advocacia por parte de Cátia e a outra pelo caso de plágio.

Foto: Reprodução / Rede social

MP do Paraguai pede que justiça condene Ronaldinho e irmão em multa de US$ 200 mil por crime

Após encerrar as investigações de uso de documento falso por Ronaldinho Gaúcho na sexta-feira (7), o Ministério Público (MP) pede que a Justiça o condene ao pagamento de uma multa de US$ 90 mil pelo crime cometido.

Os promotores pediram um valor de reparação criminal um pouco maior para o seu irmão, Roberto de Assis Moreira, que está detido com ele. O MP pede que justiça condene a pagar US$ 110 mil.

Como o acordo, o valor pago em fiança pelos dois seria devolvido. Na ocasião, os irmãos cumpriram a medida em um hotel no centro de Assunção, e pagaram a fiança de US$ 800 mil cada, ou seja, quase R$ 4,2 milhões.

Perante o acerto, o processo dos dois seria suspenso diante do pagamento dessas multas, e os valores seriam a caráter de reparação de danos.